Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

Os CDS financeiros acalmaram e os quatro PIGS - Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha - respiraram de alívio. O risco da dívida portuguesa desceu hoje, mas ainda está acima dos 200 pontos base. Esta situação de acalmia está suspensa da cimeira em Bruxelas da próxima quinta-feira. Análise completa do dia aqui.



publicado por JNR às 00:51
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Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

Noite de clássico, de jogo grande do futebol português. O derby de Lisboa para a Taça da Liga, meias-finais. O Sporting recebe o Benfica em Alvalade. Equipas em estados ânimicos diferentes depois dos últimos resultados. O Benfica está na frente do campeonato, com um ponto de vantagem, apesar de um jogo a menos que o Braga. Está na Liga Europa, e discute aqui apenas a possibilidade de disputar um terceiro troféu. O Sporting vinha de 3 derrotas consecutivas: com o Braga e a Académica, ficando de fora da luta pelo título, a 19 pontos do Benfica, e acabou de ser eliminado da Taça de Portugal pelo FC Porto com uma derrota expressiva por 5-2 no Estádio do Dragão. Internamente, hoje tinha a última hipótese de conquistar um título. No final do jogo, o marcador reflectia os ânimos iniciais: vitória categórica do Benfica por 1-4, num jogo em que o Sporting esteve em desvantagem desde os 7 minutos. Arrasadora quarta derrota consecutiva para o Sporting. Grande moralização para os comandados de Jorge Jesus, que precisam de facto de interiorizar a mudança de mentalidades de que falava Di Maria: jogar assim também contra equipas como o Setúbal.

 

Ver golos Sporting 1 - Benfica 4 )


publicado por Carlos Santos às 22:15
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Ao JPN, ao Porfírio, ao Carlos e tuti quanti dos comentários sobre as "escutas" de O Sol:

1- Como António Vitorino sublinhou ontem, nas 'Notas Soltas' (RTP1), as questões abordadas pelo O Sol não são relativas às escutas mandadas destruir (que envolviam a voz do primeiro ministro e que foram consideradas sem relevância), mas sim às escutas aos envolvidos como arguidos (que não incluem a voz do primeiro-ministro).

2- Essas escutas - ilegalmente divulgadas, o que é crime - não têm a voz do PM envolvida tanto quanto é conhecido até à data, mas falam de diversas operações e assuntos onde alegadamente é envolvido um "chefe".

3- O que é politicamente importante averiguar não é se o PM tem voz activa nessas falas; não tem, tanto quanto se conhece. O que é necessário apurar é se as operações ali descritas - em conversas privadas e de negócios - envolviam membros do governo, aparelho partidário, uma simbiose, ou tais falantes corriam por conta própria.

4- Caso corram por conta própria, os tais falantes nas conversas escutadas, respondem por conta própria. Ponto final. Respondem pelos business onde se envolveram. Mesmo que citem este ou aquele como alegadamente a dar cobertura. Muitas vezes usa-se o nome de outrém indevidamente. Toda a gente sabe isso muito bem.

5- Caso tenha havido envolvimento de governantes no desenho e implementação das referidas operações, as responsabilidades políticas devem ser assumidas. Ponto final, também.

Outra coisa diferente é um outro problema político levantado por Vitorino ontem: o da "fixação comunicacional", uma elegante expressão a refrescar o nosso léxico político. Trata-se de uma imagem política que até os próprios apoiantes do actual governo reconhecem como padrão governamental. Daí que o tal tipping point se aproxime.




A preocupação permanente em compreender a razão das coisas ou das situações, leva-me a recorrer, muito frequentemente, a quem me possa ajudar a fazê-lo. Como a área do jornalismo me é desconhecida, li um trabalho de investigação neste campo feito pelo Professor Rogério Santos, com o título A fonte não quis revelar, e de que transcrevo alguns excertos que nos mostram como, muitas vezes, se faz uma notícia.

 

«Jornalistas e fontes de informação têm interesses específicos. A fonte noticiosa, através de informação, contra-informação, lóbis e fugas de informação, pretende "conduzir" o jornalista a um objectivo definido - publicitar as suas realizações. Os jornalistas, que investigam, seleccionam e produzem informação têm critérios pessoais e sociais, com rotinas de trabalho e normas profissionais que os regem, para validar ou não a publicitação dos acontecimentos organizados pelas fontes de informação.» (...)

«As fontes de menores recursos apostam na intriga, desvendam as rivalidades de organizações maiores e adequam-se às necessidades dos jornalistas (rapidez nas respostas, enquadramentos noticiosos). Com frequência, as fontes rivais saem do interior de organizações e, através de fugas de informação ou balões de ensaio, boicotam os projectos das organizações a que pertencem. Graças a redes de contactos informais com jornalistas, há uma significativa porosidade nas estruturas das organizações, o que as vulnerabiliza. Uma multiplicidade de interesses - que, no extremo, leva a que qualquer pessoa possa ser fonte de informação - serve os objectivos dos jornalistas, que procuram novas notícias sem cessar.» (...)

«Muitas delas, que trabalham e fornecem informação empacotada, destinada a consumo jornalístico, mostram uma componente proactiva indispensável para a sua colocação nas notícias. A estratégia seguida pela fonte é fazer chegar aos jornalistas informação julgada útil para a sua organização. Apesar de as regras habituais indicarem que as fontes devem prestar informação correcta, muitas vezes trabalham com dados falsos, produzem fugas de informação e lançam "balões de ensaio", na tentativa de antecipar resultados ou previsões e estudar reacções de adversários ou de um grupo social completo.» (...)

«O jornalista aceita melhor as fontes oficiais, categoria fundamental nas notícias. Estas nem sempre dão a resposta pretendida, de imediato. Primeiro, porque há que ponderar a altura certa para divulgar a resposta. Segundo, porque não se tem a certeza total da eficácia da informação e se espera que outros agentes se pronunciem sobre o assunto. Terceiro, porque à fonte oficial nem todos os jornalistas ou meios noticiosos interessam. A escolha destes é feita com critério, tendo em conta o prestígio do jornalista ou do jornal.

À fonte oficial interessa que corra tudo bem; por isso, preocupa-se com a escolha do meio noticioso e do jornalista, fornece a informação de acordo com os seus objectivos, faz um acompanhamento da acção, está atenta ao que se passa em volta. Com frequência, os jornalistas operam mais no domínio da obtenção de declarações e opiniões de fontes poderosas e interessadas na sua divulgação e menos na busca de factos novos e correlação com outros factos (Wemans, 1999:66). Outras vezes, ficam-se pelas expressões "tentámos apurar sem êxito", "a fonte não quis revelar", "a fonte preferiu não adiantar", o que encobre dificuldades dos jornalistas em obter a informação necessária» (...)

«Por seu lado, as fontes não oficiais (associações, empresas de menor dimensão, grupos cívicos, organizações não-governamentais) lutam pela divulgação dos seus acontecimentos.» (...)

«As empresas poderosas têm maior capacidade de controlar os seus contactos com o exterior, ao criarem barreiras formais e informais que inibem qualquer representante de falar abertamente dos problemas internos da organização. Além disso, as organizações de estruturas mais frágeis - como sindicatos, associações ambientais, de saúde ou de apoio social -, de estruturas abertas e com níveis hierárquicos fracos revelam mais facilmente as dissensões e os problemas internos.»

 

de:  A fonte não quis revelar, Rogério Santos, Campo das Letras, Porto, 2006, excertos pp. 32, 35/6, 75, 77/8/9

 



publicado por Maria Josefa Paias às 18:24
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O primeiro-ministro falou em Cantanhede. Escolheu centrar-se no esforço de esvaziamento da questão política resultante das suspeitas sobre a tentativa de participação da PT no negócio da TVi. Basta ver a reacção de Aguiar Branco às declarações de José Sócrates para percebermos que o folhetim "condicionamento da comunicação social" vai continuar. O que tem a sua lógica e só por ingenuidade se poderia pensar haver alguma sinceridade na exigência feita a J.Sócrates para que esclarecesse a eventual influência governamental no caso TVi.  Qualquer esclarecimento seria inútil porque o PSD (está no seu direito) não acredita em nada do que JS disser. O PSD garimpa assim, tanto no Parlamento Europeu como no Nacional,  na mina que julga ter encontrado. Quem leu a última edição do Jornal O Sol sabe bem que há ainda muitos trunfos na agenda social democrata: o corropio já anunciado à Asssembleia de personalidades e personagens como Mário Crespo, José Manuel Fernandes, Manuela Moura Guedes, entre muitos outros, pretendem enfraquecer José Sócrates. Provavelmente na azáfama da agenda o nome de Luis Montez irá cair, poupando Cavaco. O Sol quer ser para Sócrates o que o Independente foi para Cavaco e o PSD vai fazer tirocínio político. A seu modo vão usar o dinheiro público para controlarem a agenda mediática mas, esperam, ninguém irá dar conta disso. Entretanto, enquanto isto acontece, temos país. A Procuradoria Geral da República, que ainda há pouco tempo admitia que por ela punha as escutas na praça pública, deve, agora que elas estão, na praça pública, a serem servidas a conta-gotas em conjunto com um novo filme todas as semanas, dizer-nos alguma coisa que nos seja fundamental para a tranquilidade dos nossos dias. A menos que queira que andemos todos a fazer de juízes de todos nós, disseminando uma justiça de sofá, de bancada.

 



publicado por Joaquim Paulo Nogueira às 17:54
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"Ao insistir todos estes dias na [questão da] ilegalidade [das escutas], as reacções do PS e do Governo permitiram crescentemente alimentar a especulação sobre a veracidade do conteúdo."  Carlos Santos

 

Eu subscreveria: "Ao insistirem todos estes dias na questão da ilegalidade das escutas, as reacções do PS e do Governo permitiram crescentemente alimentar a especulação sobre se este é o melhor tratamento político sobre o assunto.". 

 

Se não houvesse diferença entre uma coisa e outra a vida democrática seria um lugar irrespirável.



publicado por Joaquim Paulo Nogueira às 13:44
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Quando até os bancos reconhecem as culpas das agências de rating, está tudo dito.



publicado por Carlos Barbosa de Oliveira às 13:40
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O PSD “convocou” Mário Crespo para prestar declarações na Comissão de Ética da AR. É, no mínimo, curioso que  um partido queira ouvir alguém que relata uma história que não presenciou e cujo teor já foi desmentido por quem estava presente.
Também me parece sintomático que Paulo Rangel tenha dito no Parlamento Europeu que o artigo de Mário Crespo não foi publicado por imposição de Sócrates. Estou esclarecido sobre a noção de ética do PSD.
 



publicado por Carlos Barbosa de Oliveira às 11:05
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O debate em torno da manif da direita extra-parlamentar e as reacções dentro do próprio PS à divulgação de fragmentos de escutas realizadas a arguidos do Face Oculta (onde não estão envolvidos governantes, nem se tratam das mesmas escutas que foram mandadas destruir, como ontem sublinhou e bem António Vitorino no "Notas Soltas") revelam algo que aqui já sublinhei:

a) a situação política está a chegar a um tipping point, fruto da pressão internacional dos mercados financeiros (que abala todo o espectro político e as várias instituições da República) e de diversos movimentos da direita extra-parlamentar que confluiram para uma oportunidade criada pelo affaire Crespo e pela divulgação pelo jornal Sol das referidas escutas;

b) a base de apoio de esquerda e centro-esquerda à solução de governo vigente (com este resultado do casting)  está a deteriorar-se, e o "talvez" a Judite de Sousa referido ontem por António Vitorino diz tudo sobre a incerteza sobre o futuro do design em exercício. Algo que exigiria uma reacção darwinista (adaptativa, não de faca e alguidar) muito rápida do próprio PS. Mas não me compete a mim sugerir ao dito partido o que deve fazer. Nessa guerra "interna" sou espectador residente aqui no blogue. Vitorino, Costa, Ana Gomes e tuti quanti que olhem o assunto como se voassem de helicóptero são mais aptos do que eu.




Desta brilhante súmula do problema, do Joaquim Paulo Nogueira (JPN), permito-me salientar o seguinte excerto: "Precisamos de saber,  e nos limites do que é a salvaguarda da investigação criminal,  se as escutas, independentemente de terem sido obtidas por modo ilegal, consubstanciaram para a Procuradoria Geral da República, indícios de actividade ilícita do primeiro-ministro susceptível de o constituir arguido. E precisamos de saber se o Governo "em algum momento,  teve um comportamento  de condicionamento dos meios de comunicação social  através dos recursos financeiros públicos (publicidade, financiamento de instituições públicas ou outras". Que, ademais, me parece ir de encontro à tese defendida ontem por Ana Gomes(AG):

"Portugal está a ser atacado por especuladores internacionais, que foram irresponsavelmente espicaçados pela oposição coligada para autorizar mais endividamento da Madeira.
Neste contexto, Portugal não precisa, não pode dar-se ao luxo, de mais nenhuma crise política. Mas ela pode estar a incubar: as escutas publicadas, extraidas do processo judicial "Face Oculta", podem constituir jornalismo de buraco de fechadura e grosseira violação do segredo de justiça, mas o conteúdo indesmentido delas inquieta.
Não é possível - e, como socialista, não me parece útil - varrer para debaixo do tapete as questões que tais escutas suscitam: é preciso esclarecer se era, ou não, por instruções governamentais que a PT estava a negociar a compra da TVI à PRISA. Acresce que o que foi publicado - e até hoje não foi desmentido - reforça dúvidas sobre a actuação das mais altas instâncias do Ministério Público
."

 

De uma forma sintética, do que conheço do processo não me parece que o problema seja criminal. Contudo, não posso deixar de subscrever em absoluto o problema político colocado pelo JPN e por AG. Nem posso deixar de me associar ao apelo que eles como outros fizeram: a urgência desse esclarecimento, precisamente dado o acréscimo de risco político à nossa já periclitante situação com a especulação em torno de CDS. Compreendo inteiramente que o perigo de derivas do regime com manifestações mais ou menos inconseguentes, promovidas por forças extra-parlamentares, e compreendo o abismo que esperaria, com elevada probabilidade, o país se essas tentativas de decapitação do poder através de golpes de rua fossem bem sucedidas. Não participaria, assim, numa tal manifestação, até por intuitos políticos que, como notou o JPN, movem algumas das pessoas em causa. Contudo, que fique claro: no trade off entre democracia / transparência e o eventual risco para o país de um hipotético colapso financeiro, eu escolherei sempre o primeiro binómio de valores. O regime, a III República, para quem lhe queira chamar isso, não pode viver sob um clima de permanente suspeição (porventura alimentada por interesses questionáveis) envolvendo o uso de meios do Estado, para, por critérios políticos, controlar orgãos de comunicação social. A imprensa livre pode não existir (porque está sempre sujeito a critérios económicos), mas a imprensa livre de pressões políticas é dever de todos e em permanência assegurarmos que existe. E como nota AG, a verdade é que as respostas obtidas até à data ignoram a dimensão política da questão: Francisco Assis, por exemplo, insiste na tese da ilegalidade das escutas. Não o desafio nem por dez segundos nessa matéria. Estranho, como AG, não ter visto até hoje qualquer figura alegar que o conteúdo publicado por um semanário (cuja agenda política é sabida) é falso. Ao insistir todos estes dias na ilegalidade, as reacções do PS e do Governo permitiram crescentemente alimentar a especulação sobre a veracidade do conteúdo.

 

Não um, mas dois problemas políticos )


publicado por Carlos Santos às 07:13
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O G7 parece ter regressado da prateleira. Os Estados Unidos resolveram alavancar, de novo, o grupo que era dado como moribundo - recorde-se que Washington tem andado, de novo, às cabeçadas com Beijing. Os ministros das Finanças do G7 reuniram este fim-de-semana numa cidadezinha de pouco mais de seis mil habitantes no norte canadiano gelado, bem perto do círculo ártico. Sem gravata, e mesmo sem comunicado final, deixaram dois recados que merecem ser "lidos" politicamente.

1- O assunto da Grécia deve ser resolvido dentro da UE, e não chamando o FMI;

2- Subitamente tudo virou as antenas para a consolidação orçamental, em virtude do agitar do risco das dívidas soberanas, mas a Grande Recessão, ainda, não está terminada, o risco de recaída (double-dip) mantém-se. As políticas anticrise devem prosseguir e não ser deitadas para o lixo.



publicado por JNR às 02:27
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Não posso deixar de o dizer: o apelo-incentivo aqui expresso para uma manifestação, que depois de ir ao link, descubro ser sobre as dificuldades do primeiro-ministro lidar com a comunicação social, incomodou-me bastante.

 

Há muitas razões para me sentir incomodado. Dentro da minha própria ordem de razões há umas que considero melhores que as outras. Começo pelas piores.

 

as minhas razões, as piores e as melhores... )

 



publicado por Joaquim Paulo Nogueira às 02:25
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Depois de uma acalmia na sexta-feira passada, o preço dos credit default swaps (CDS) voltou a subir. Uma subida de 8% hoje e um novo máximo acima dos 245 pontos base. Um diferencial (spread) de mais de 2,4 pontos percentuais em relação à referência alemã. A imagem portuguesa continua colada à "bomba ao retardador" (como os jornais americanos titulam)  da dívida soberana dos PIIGS que tem alimentado o ataque especulativo dos hedge funds na Zona Euro.

Apesar de muitos analistas americanos referirem Portugal como "who cares", a apreciação de que a Grécia está em bancarrota (o que é falso, a sua probabilidade de incumprimento é de 30% muito abaixo de situações de pré-bancarrota como as da Argentina, Venezuela ou Ucrânia), de que a Espanha vai continuar em recessão em 2010 (queda de 0,6%), e de que a Irlanda tem uma dívida externa monumental (pública e privada), o nosso país tem sofrido o efeito dessa dinâmica de conjunto, desde Dezembro, com um disparo no preço dos CDS na ordem dos 180%.

Trata-se do mais sério ataque à união monetária europeia. As consequências políticas desta situação vão continuar a ressentir-se. As condições de resistência dos governos em exercício nestes países vai ser testada ao limite. Mais a ler aqui.



publicado por JNR às 01:07
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publicado por Carlos Santos às 00:05
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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

O "Notas Soltas" (RTP1, 21H00) de António Vitorino - tal como as escolhas de ontem de MRS - foi um momento notável de política televisiva.

Por momentos, julguei estar a ouvir um primeiro-ministro e não um comentador. Aquela nota solta sobre a acção da ministra espanhola em Londres e a recomendação que se faça o mesmo parece-me uma "dica". Pelos vistos a entrevista à CNN de Teixeira dos Santos não chegou - os credit default swaps voltaram a subir hoje preocupantemente (assunto a que voltarei depois da divulgação do fecho de hoje).

Mas, não, eu não tinha mudado de canal. A imagem não era de nenhum avatar. Era Vitorino himself, na pele de comentador.

Em todos os cinco temas abordados - tragicomédia das Finanças Regionais, credibilidade da República Portuguesa, urgência do PEC (Plano de Estabilidade e Crescimento), questão da "teoria oficial" sobre o não uso pela ETA de Portugal como "alavanca" e, finalmente "fixações comunicacaionais" deste governo -, Vitorino emitiu palavras sábias e ironia sábia também.

Alertou que se o PEC não for suficiente para acalmar os mercados financeiros, poder-se-á ter de "ir mais longe". Avisou que sobre o caso mais recente das "escutas", nada sabemos se a "fotografia está completa". E deixou um "talvez" em resposta à jornalista que diz tudo sobre a incerteza - bem calibrada nas palavras de Vitorino - da situação política.

Estou em crer que as "Escolhas" de ontem (que aqui comentei) e as "Notas Soltas" de hoje são sintomas claros de uma nova situação que muito rapidamente está a emergir. Registei, por isso, mais estas notas soltas de hoje no meu cadernito de birdwatching.



publicado por JNR às 22:13
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Uma petição por uma manifestação apareceu neste blogue. No caso, uma manifestação por uma alegada liberdade de expressão, como se ela não existisse neste país, ou corresse sequer tal risco.

Poderia ser encarado como uma brincadeira de ensaio carnavalesco, não fosse, na realidade, uma manobra que já aqui considerei fazendo parte de um certo folclore extra-parlamentar de direita que procura, através de um conjunto de aproveitamentos políticos de "casos" (todos eles, aliás, distintos na substância e no papel dos personagens envolvidos), pressionar para o regresso da hegemonia da chicana política na situação portuguesa.

Mas tal aproveitamento político, tal amálgama, é favorecida por aquilo que António Vitorino designou, hoje, ironicamente, de "fixações comunicacionais" do governo que têm alargado o espectro de gente na esquerda reformista e no centro-esquerda que tem "descolado" do apoio ou da neutralidade face a este governo.

Pese aos leitores que ficaram indignados com o post da manif, é bom recordar - como, aliás o fez o Carlos Santos, em comentário ao referido post - que este blogue é colectivo e plural, ainda que situado na esquerda democrática, e que, pontualmente, os seus autores podem ter visões diferentes sobre a realidade política concreta e sobre eventos que nela ocorram.

Neste blogue prezamos uma cultura democrática - algo que ainda não se entranhou em muita blogosfera à direita e à esquerda, algo que ainda se estranha. A A Regra do Jogo não censura (obviamente com excepção de matéria que implique crime), discute.




Na véspera do Sporting Benfica da meia-final da Taça de Liga, atenções viradas para o cada vez, mais último, Belenenses, que tem apenas uma vitória em casa. Recebia o notável Sporting de Braga. Os minhotos venceram facilmente por 3-1, e mantiveram a distância para o FC Porto, enquanto ficam a um ponto do  Benfica, com jogo a menos.

Ver golos Belenenses 1 - Braga 3 )


publicado por Carlos Santos às 21:45
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Quando leio isto, e vejo como prosperam os lucros das sociedades financeiras em Portugal, em contraste com a inexorável morte lenta do tecido industrial,,de certo comércio, e certos serviços, e da missa de aniversário de falecimento da agricultura, não posso deixar de recordar, na esteira da reflexão aqui proposta pelos Carlos Barbosa Oliveira, que parte do problema tem de residir em o volume total dos activos financeiros mundiais ser, de acordo com o McKinsey Global Institute e a dados de 2007, superior em 254,4% ao PIB mundial.

Esta constatação não encerra em si mesmo nenhum juízo ideológico, é antes o enunciado positivista: o mundo, como um todo, vive muito acima da realidade do que produz. A captura do poder político pelo financeiro torna-se mais simples, e, como o JNR tem frisado, o social-financismo, é um drama particular para as esquerdas da terceira via. Na minha própria expressão, "os Varas nos BCPs" são um problema de resolução ideológica complexa quando confrontado com o pragmatismo da realidade.

Há sempre o caminho inverso. Perguntava-me ao ouvir Fernando Ullrich há minutos num telejornal, quantos vezes vi nos últimos meses este homem a falar para o PM. Não discuto sequer o acerto do que ele diga. Mas por já ter perdido a conta, começa-me a parecer que Ullrich tem (legítimas, porque não está diminuído na sua cidadania, aspirações políticas. Para registo.



publicado por Carlos Santos às 21:04
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Daqui:

 

 



publicado por Carlos Santos às 20:44
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«"Nomeações de Sócrates já acima de Durão e Santana" (Público) ?! Parece que estamos no programa "ídolos". Toca a votar. Cantam todos tão bem que a escolha é difícil!»

 

Décimo Quinto Dia do Primeiro Mês do Presente Ano:

 

O Bloco é, segundo a secretaria--geral, o campeão dos assessores: tem 29, o dobro dos seus deputados. Isto porque, segundo o bloquista Pedro Sales, não existe outra categoria para os funcionários da bancada. O vencimento mais alto é de três mil euros.



publicado por Cláudio Carvalho às 18:42
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Viajar pela Ásia, Austrália e Estados Unidos com direito a bungee jumping e rafting numa aventura de três meses é a proposta do “melhor estágio do mundo”. 

O estágio promovido pela STA Travel, agência inglesa especializada no planeamento de viagens para jovens e estudantes, será atribuído a dois jovens com o intuito de, posteriormente, poder aconselhar melhor os seus clientes. Podcasts, fotografia e texto são obrigatórios no relato das suas experiências e, por isso, as capacidades dos candidatos nestas áreas serão postas à prova durante a fase de candidatura.

Para se candidatarem, os interessados devem fazer um vídeo de apresentação e angariar o maior número de votos possíveis. Os mais originais serão então submetidos a um júri da empresa no Reino Unido.
 



publicado por Cláudia Köver às 18:15
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Divulgar escutas em segredo de justiça, parece ser a única forma de animar os portugueses. Depois de Paulo Rangel ter anunciado que vai denunciar no PE europeu, a falta de liberdade de expressão em Portugal, uns patuscos propõem-se resolver os problemas dos portugueses, com a receita do costume.



publicado por Carlos Barbosa de Oliveira às 17:59
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Numa entrevista à rádio francesa Europe 1, o Presidente da agência de rating Fitch colocou a Espanha a par de Portugal e da Grécia, em termos de áreas de risco da zona euro. Eu sugeria que não se exaltasse o orgulho patriótico. A nossa dependência da economia Espanhola, tanto como primeiro mercado de exportação, como pelas ligações financeiras, é óbvia. A nossa retoma depende criticamente da capacidade de reanimação da Espanha, sem com isto diminuir o esforço de investimento na procura de mercados alternativos. Mas sejamos claros: um aumento do risco em Espanha, são más notícias para Portugal. A procura externa, num contexto de desemprego avassalador, não deverá ter uma explosão súbita de dinamismo. Se o nosso défice comercial está a diminuir isso é fruto de uma maior redução das importações do que das exportações, o que pode ou não ser bom sinal, dependendo: de as importações estarem a diminuir por substituição; ou de as importações estarem a diminuir pela estagnaçõ económica interna.

Neste contexto, notícias de aumento da contratação de staff de apoio político a ministérios (assessores, secretários e quejandos) tornam-se difíceis de compreender, sobretudo porque se representam um aumento dos gastos correntes do Estado, o investimento público está no mínimo de 8 anos. O argumento não pretende ser populista: a diferença de verbas é gigantesca, e seguramente o investimento público tinha que diminuir claramento e ser acompanhado de critérios de selectividade. Maior dificuldade tenho em perceber que este 2º governo Sócrates já tenha superado metas históricas em nomeações para cargos do tipo acima. Será incompreensão minha, mas a recompensa de serviços não justifica o sinal que se queira transmitir ao país.



publicado por Carlos Santos às 17:20
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Assinar aqui.

Ir na quinta, dia 11 Fev às 13h30, à frente da Assembleia.

 

Quem me acompanha??



publicado por Cláudia Köver às 16:35
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Portugal é um dos dos países europeus com maior risco de pobreza. Risco que aumentou no último ano, passando de 18 para 23 por cento nos jovens e crianças até aos 17 anos e atingindo os 22 por cento nos idosos com mais de 65 anos.
Não sendo uma novidade, continua a causar-me algum incómodo que nos últimos 20 anos de Democracia,a situação se tenha sucessivamente agravado, aumentando o risco de pobreza e o fosso entre pobres e ricos. Ora, fazendo as contas, facilmente se conclui que a entrada de Portugal na União Europeia não conseguiu diminuir esse fosso. Ou seja: apesar de diariamente entrarem em Portugal milhões de euros para ajudar o país a reduzir as assimetrias com os restantes parceiros da UE, a verdade é que não o conseguimos.
Portugal não é um caso isolado. Outros países da UE vêem aumentar diariamente o número de pobres e surgir novas formas de pobreza.

Também em países como a China ou a Índia, cujo desenvolvimento económico  justifica a sua inclusão no grupo dos que mais têm crescido e vão continuar a crescer na próxima década, têm-se acentuado as desigualdades e cavado o fosso entre ricos e pobres. Esta realidade  contraria, na prática, a tese dos que defendem ser o enriquecimento dos países, uma garantia de combate à pobreza e à exclusão. `
Se o enriquecimento dos países não se traduz numa diminuição da pobreza; se a globalização não conseguiu diminuir as desigualdades; se o Estado Social é incapaz de garantir por muito mais tempo as regalias aos cidadãos, então chegou o momento de repensar tudo.
Neste Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social é preciso, em primeiro lugar, acudir aos problemas de pobreza extrema mas é  importante, igualmente, reflectir sobre os novos pobres e tomar medidas para impedir o aumento da pobreza em escalões etários e classes sociais que, há uma década, julgávamos incólumes.
Quer a pobreza resultante do modelo de desenvolvimento das sociedades modernas, quer a pobreza que ameaça afectar um número indiscriminado de velhos, apanhados de surpresa com a falência do Estado Social, incapaz de garantir  as pensões de reforma que prometeu durante mais de 30 anos, são problemas que não podem ser ignorados.

Se o debate não se fizer, a Europa (e particularmente Portugal)irá debater-se com um grave problema.
O aumento da expectativa de vida não pode significar diminuição da qualidade de vida. Voltar a olhar para os velhos como um estorvo, é um retrocesso inaceitável.
 



publicado por Carlos Barbosa de Oliveira às 16:11
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"Mas o mal [destes perigosos iniciados] é que eles tomam por certo que estão na luz!"

 

O telemóvel tocou inocentemente. Naõ porque um telemóvel saiba tocar de outra forma, mas porque a panóplia de escolhas polifónicas nos toques da pós modernidade, é ainda, e apesar de tudo, independente do teor da mensagem que vem até nós. Atendi, e do outro lado, uma voz amiga, que já não ouvia desde Novembro. Daquelas vozes que parecem envoltas na barba de Che. "Então, pá?", perguntou. Não pude deixar de sorrir. Aquele pá transportava-nos, ao meu interlocutor e a mim, para um outro universo. A preto e branco, numa caixinha daquelas que tinham antena por cima. E onde ,todos os dias se sucediam militares,de barba meticulosamente desarranjada, a titubear frases terminadas em "pá!".

Nunca tive especial carinho por revolucionários ex-post. Sempre senti alguma ternura pelos genuínos. Os que facto participaram nas revoluções. Já entre os ex-post há algum snobismo no modo de vida. Uma projecção num passado, que não viveram, compatibiliza-se com um irritante comodismo com as verdadeiras revoluções do presente, preferindo projectar fracturas imaginárias a pensar problemas concretos, que lhes parecem entediantes. Não tendo vivido a coisa, falam como se ainda lá estivessem, e cultivam a imagem em conformidade. "Então, pá?", perguntava ele. "Pá". Todo o símbolo de uma época, um equivalente moderno ao "citoyen" da tomada da bastilha.

O problema dos revolucionários ex-post é que não sentem bem causas para fazer a revolução. O reformismo entusiasma-os menos. Têm mais motivos para defender a situação: o look gótico, ainda que de marcas da moda, até pode ficar bem numa fase avançada de jota. Para certas franjas partidárias, uma gravata à yuppie caía mesmo mal.

Ver sobre os revolucionários ex-post )

 

 



publicado por Carlos Santos às 15:26
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No outro dia com a loucura da súbida dos preços de venda dos títulos da dívida pública,  fiquei mais uma vez a pensar na componente não desprezível de manipulação política e financeira agregada a este movimento. Percebi que o debate sobre o fenómeno estava muito mais centrado na questão quantitativa do que na compreensão do que é que se pode fazer para que as nossas economias sejam menos permeáveis a estas catárses. Quando eu digo nossas estou claramente a assumir a identidade europeia. Talvez não o devesse, pelo menos enquanto pensamento, entre isso há o país e o mundo, mas confesso que não tenho grande disponibilidade afectiva para me pensar de outro modo.

Lá no fim do texto, a Europa... )

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publicado por Joaquim Paulo Nogueira às 14:37
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«(…) O momento parece propício não apenas para um exame de consciência nacional que raras vezes tivemos ocasião de fazer, mas para um reajustamento, tanto quanto possível realista, do nosso ser real à visão do nosso ser ideal. Nenhum povo, e mais a mais um povo de tantos séculos de vida comum e tão prodigioso destino, pode viver sem uma imagem ideal de si mesmo. Mas nós temos vivido sobretudo em função de uma imagem irrealista, o que não é a mesma coisa. Sempre, no nosso horizonte de portugueses, se perfilou como solução desesperada para obstáculos inexpugnáveis a fuga para céus mais propícios. Chegou a hora de fugir para dentro de casa, de nos barricarmos dentro dela, de construir com constância o país habitável de todos, sem esperar de um eterno lá-fora ou lá-longe a solução que como no apólogo célebre está enterrada no nosso exíguo quintal.

Não estamos sós no mundo, nunca o estivemos. As nossas possibilidades económicas são modestas, como modesto é o nosso lugar no concerto dos povos. Mas ninguém pode viver por nós a dificuldade e o esforço de uma promoção colectiva do máximo daquilo que adentro dessa modéstia somos capazes. Essa promoção passa por uma conversão cultural de fundo susceptível de nos dotar de um olhar crítico sobre o que somos e fazemos, sem por isso destruir a confiança nas nossas naturais capacidades de criação autonomizada, dialogante como tem sido sempre, mas não sob a forma de uma adaptação mimética, oportunista, das criações alheias e da sua vigência de luxo entre nós enquanto os problemas de base do País não recebem um começo de solução. (…)

(…) Em compensação refinámos no gosto da glosa jurídica, da astúcia formal, da conciliação do inconciliável quando o mais empírico interesse pessoal ou social está em jogo, sem jamais pôr em questão o sistema que sob conteúdos diferentes em cada época, mesmo das que aparecem sob a exigência da libertação e ruptura com a mentira social e intelectual institucionalizadas, se reconstitui e de novo se fecha sobre si mesmo. (…)»

 

de O Labirinto da Saudade, Psicanálise Mítica do Destino Português, Eduardo Lourenço, Círculo de Leitores, 1988, excertos pp. 45,46,48.

 



publicado por Maria Josefa Paias às 10:26
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Domingo, 7 de Fevereiro de 2010

O crescente clima de suspeição em torno da figura do Primeiro-Ministro criado por profissionais da comunicação social, com ponta ou não de veracidade, nada abona em prol da credibilização do nosso Estado de direito democrático.

 

Já vi este filme anteriormente e teve um desfecho nada positivo para os mentores deste folclore achincalhatório, todavia e somando-se a questão do endividamento público, creio política e economicamente premente trazer a discussão, novamente, a temática da eventual privatização de todos os órgãos de comunicação social sob tutela do Estado. Os recentes problemas envolvem, até, órgãos privados, que muitos advogam que por terem este estatuto (de privados, leia-se) são incorruptíveis, contudo a privatização seria um excelente sinal governamental e aliviria o estado das finanças públicas.  A RTP1 e a RTP2 têm feito um excelente serviço público de televisão, com uma grelha marcadamente mais interessante que os restantes canais abertos de televisão, mas os tempos são outros, nomeadamente com o advento das novas tecnologias de informação, a contínua campanha invade todas as fronteiras da dignidade, do direito à privacidade e do bom senso e o estado da economia é o que se conhece. É preciso agir.



publicado por Cláudio Carvalho às 23:24
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Marcelo Rebelo de Sousa (MRS) deixou hoje no ar, nas "Escolhas de Marcelo" na RTP1 (21h00), um aperto de orelhas ao folclore do prec extra-parlamentar de direita: larguem essa obcessão de pedir ao PR a cabeça do primeiro-ministro (PM). Uma tontería, que levaria o país a pique, diz MRS. Mas deixou um vatícinio, como remate final, sobre a "hipersensibilidade" à comunicação social por parte do actual PM: "é, por isso, que vai acabar mal". Anotei no meu birdwatching.




Espreitem aqui o trabalho do fotógrafo Tiago Petinga, da Agência Lusa, no Haiti. Um dos melhores que já vi, a nível internacional.



publicado por Patrícia Fonseca às 14:56
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Se em frente do esplendor do mundo nos alegramos com paixão, também em frente do sofrimento do mundo nos revoltamos com paixão. Esta lógica é íntima, interior, consequente consigo própria, necessária, fiel a si mesma. O facto de sermos feitos de louvor e protesto testemunha a unidade da nossa consciência.
 
 
Sophia de Mello Breyner AndresenArte Poética III


publicado por Eduardo Graça às 13:24
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A crise evidenciou um problema antigo que entrou no silêncio da discussão europeia... um problema que se colocou e de que deixou de se falar como se tivesse deixado de existir: a Europa a Duas Velocidades. Hoje, o problema não se coloca em termos de discriminação à partida mas, não tendo sido resolvida de facto a razão de ser que assistia a que se colocasse, defrontamo-nos agora com os resultados da capacidade de reacção a uma crise que, como um todo, atingiu todo o Espaço Euro e que, bem vistas as coisas, acaba por reeditar o problema. A Europa do Sul (Espanha, Grécia, Itália e Portugal) não está em condições de enfrentar o problema da redução do deficit no quadro do cumprimento dos procedimentos impostos pela regulação de Bruxelas, dado o elevado nível de dependência do financiamento externo das suas economias e as respectivas fragilidades no que respeita à sustentabilidade interna que, de modo diferente mas, igualmente deficitário, não respondem aos objectivos do Banco Central Europeu. Ora, considerando que, tal como disseram hoje, no programa "Olhar o Mundo" da RTP-N coordenado pela jornalista Márcia Rodrigues, os interlocutores convidados, a saber, Carlos Santos, Professor de Economia da Universidade Católica do Porto e Paulo Ferreira, Editor de Economia da RTP, não estando previstos mecanismos formais na União Europeia para resolver o problema dos incumprimentos, o problema da Europa do Sul é, antes de mais, um problema da União Europeia. Na verdade, este é um dos "vazios" da arquitectura institucional europeia para que o Professor Fausto de Quadros, especialista em Direito Institucional Comunitário, vem alertando desde pelo menos 1988... Foram precisos 22 anos para que o lapso se tornasse um problema incontestado designadamente perante a possibilidade da Grécia entrar em bancarrota e, quiçá!, outros se lhe seguirem... o facto é que a União Política que se construiu para aumentar o potencial da União Económica, relativizou as condições socio-económicas dos países da Europa do Sul e, ao invés de criar mecanismos adequados de compensação que lhes permitissem a consolidação das condições indispensáveis à concorrência e competitividade dos mercados, exerceu a igualdade de tratamento entre todos os seus membros, respondendo desta forma à acusação de discriminação com que os pequenos países encararam a questão da Europa a Duas Velocidades. Foi assim criada uma igualdade de oportunidades que se veio a revelar plataforma de agravamento de desigualdades, viabilizando a invenção artificial de níveis de desenvolvimento por parte dos Governos de cada pequeno país, no esforço de cumprir critérios de convergência que, de outra forma, não poderiam ter sido alcançados. O tecido sociológico dos países em causa, profundamente marcado pela ruralidade, o inter-conhecimento, o autoritarismo político e a estratificação social não podia, em 2 ou 3 décadas, pela simples injecção de capitais que, sob a forma de fundos comunitários, chegaram a Governos sem experiência técnica da sua gestão, resolver o problema e homogeneizar a orgânica do mercado económico europeu. A Europa do Sul tem corrido atrás dos indicadores de desenvolvimento da Europa do Norte, tudo fazendo para corresponder a uma imagem que não coincide com a dos seus tecidos sociais. O facto tem a sua expressão inequívoca nas taxas de pobreza, desemprego e mobilidade que caracterizam hoje o espaço europeu, em particular, ao sul. Por isso, o problema da economia portuguesa que é, endogenamente, um problema nacional é agora, politicamente, um problema europeu. E a solução requer, mais uma vez e como sempre, coragem política... coragem política não só para assumir como meta o reequilíbrio da distribuição da riqueza que aponta para medidas de aumento da receita incidindo na redução ou congelamento de prémios, aposentações e vencimentos de dirigentes e para o aumento da fiscalização da "fuga ao fisco"... mas, também, coragem política para não reduzir os direitos dos trabalhadores, para não congelar ou reduzir salários, para fomentar a criação de emprego e para desenvolver políticas sociais... contudo, a coragem política que hoje se exige é mais do que tudo isto... a coragem política que hoje é indispensável à Europa do Sul é a da renegociação dos procedimentos e dos mecanismos comunitários de apoio ao desenvolvimento das economias nacionais... com objectividade e sem o recurso às realidades ficcionadas em que andamos a viver há mais de duas décadas.

(Também AQUI)



publicado por Ana Paula Fitas às 12:44
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E pronto. Os dados estão lançados. Na fase de qualificação para o campeonato europeu de futebol em 2012, Portugal terá como adversários a Dinamarca, a Noruega, Chipre e a Islândia. Numa primeira análise a este grupo H, não se pode dizer que dos dois últimos lotes tenham vindo maus adversários. A Islândia é um selecção sem historial de registo. Chipre tem evoluído, mas continua a ser das equipas mais fracas da Europa.

A dificuldade, dada a necessidade de vencer para garantir, sem necessidade de ser o melhor segundo, ou de disputar um play off, estará na Dinamarca ou na Noruega. Da primeira há a dizer que Portugal não tem memórias nada boas da fase de qualificação para o mundial de 2010. A Noruega nunca foi, na última década uma equipa fácil.

No cômputo global, contudo, parece-me que a selecção portuguesa não se pode queixar da sorte: evita deslocações longas a leste (veja-se o grupo A, com Azerbeijão e Casaquistão), e evita algumas potências emergentes como a Sérvia e a Eslováquia. Verdadeiramente, só por demérito próprio poderá Portugal falhar esta qualificação. Não consigo nos demais grupos vislumbrar uma facilidade acrescida: a Turquia obteve um 3º lugar num mundial recente, a República da Irlanda só não está no mundial pela mão de Henry, a Roménia e a Bósnia talvez não fossem muito perigosas, mas a Bósnia teve o melhor ataque do seu grupo de qualificação para o mundial. Suécia e Hungria poderiam ser um problema, dado o historial recente, a Suiça estará em boa forma, e o grupo tem a wild card "Montenegro". Finalmente, a República Checa não passou a ser um adversário Fraco por ter falhado a qualificação.

Em síntese, e de modo claro, Portugal tem, até olhando à superioridade patenteada nos jogos com a Dinamarca na qualificação do mundial, independentemente dos maus resultados, obrigação teórica de vencer o grupo. Sorte no sorteio, portanto. O problema da selecção portuguesa será outro: a saída de Deco depois do Mundial, a idade de Liedson e algumas posições, como a de lateral esquerdo, onde a selecção tem falhas graves. Mas isso, são problemas internos. Pelos adversários, não nos podemos queixar, embora surpreendentemente Queirós dê o favoritismo à Dinamarca.

Ver os outros grupos )

 



publicado por Carlos Santos às 11:57
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José Mourinho navega suavemente para o título em Itália.  Hoje, o Inter bateu em casa o Cagliari por 3-0, alargando para 10 pontos o fosso face ao Milan que empatou em Bolonha. Se a Roma bater a Fiorentina esta noite, o Milan desce para terceiro. A Juventus já vai em sétimo lugar.

Ver golos Inter 3 - Cagliari 0 )


publicado por Carlos Santos às 10:40
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Richard Barley escrevia, na passada Quinta, um artigo no Wall Street Journal em que chamava a atençao para algo que o JNR tem, por algumas vezes, enfatizado: o prémio de risco associado a países fortemente endividados, que tem dominado os media, conduz ao esquecimento geral de que o próprio sector empresarial está a ser penalizado pelo risco de dívida das empresas fortemente alavancadas. A diferença entre as abordagens (e peço ao JNR que me corrija se o entendi mal), é que para Barley existe uma correlação forte entre os países com maior penalização nos credit default swaps sobre dívida pública, e nos países com maiores  prémios nos credit default swaps sobre corporate debt. Correlação não implica causalidade, mas Bartley fala mesmo de um efeito de contágio dos prémios dos CDS da dívida pública para os dos CDS da dívida empresarial, dentro de cada país (salientando os casos da Grécia, de Espanha e de Portugal).

No seu argumento, toma o exemplo da Vodafone. O rendimento médio por utilizador (RMPU) na  Vodafone da Grécia caiu 17%, e Barley imputa esse queda ao aumento dos prémios dos CDS sobre dívida soberana grega. Em Espanha, a queda terá sido de 6,8% e em Portugal de 3,9%. Implicitamente, o autor responde à questão: porque cai mais o RMPU em Espanha, se os prémios dos CDS são maiores em Portugal,?, valendo-se da alta taxa de desemprego espanhola. Por contraste, nota que o RMPU aumentou na Holanda, e está estabilizado na Alemanha.

O artigo de opinião não estabelece uma prova estatística desse nexo de causalidade que toma por certo: ser o risco da dívida pública a aumentar o da dívida privada. Contudo, a argumentação apresentada merece alguma investigação empírica, e alguns alertas deixados têm implicações importantes. Se este não é o espaço para estabelecer essa direcção de causalidade, o argumento e alguns dos alertas merecem ser referidos, pelas suas implicações de estratégia política futura

De que forma raciocina Bartley? )


publicado por Carlos Santos às 05:47
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O Arsenal foi derrotado pelo Chelsea este Domingo por 2-0. Dois golos de Didier Drogba que pode ver abaixo. 

Ver golos de Drogba no Chelsea 2 Arsenal 0 )

 

 



publicado por Carlos Santos às 04:39
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Memorável reflexão política do líder madeirense, a merecer registo nos anais: a sugestão de um "compromisso histórico" (Berlinguer deve-se ter remexido na tumba quando lhe chegou este eco do meio do Atlântico) parlamentar entre as direitas parlamentares e as esquerdas totalitaristas.

Alberto João Jardim deve ter-se sentido empolgado com as palmas, trejeitos e esgares comuns de regozijo trocados entre as bancadas à direita e as mais à esquerda, nestes últimos debates do final da semana passada Paixonetas súbitas contranatura. Os madeirenses que votaram no BE e na CDU locais, por vezes com risco profissional óbvio e humilhações sofridas, ou mesmo os votantes do CDS regional devem ter ficado no minimo perplexos.

Em suma, tornar o arco de apoio à lei das finanças regionais, a tal de coligação negativa, em uma estratégia legitimada e sistemática, a que há alguns meses chamei de sovietização da AR, e que regressou, agora, animada por duas dinâmicas extra:

1) a fragilidade crescente da liderança governamental sentida pela sua própria base eleitoral (a situação está a chegar a um tipping point, disse-me o meu oráculo);

2) uma dinâmica extra-parlamentar à direita com algum folclore de prec em torno dos "casos" nos media que estão a confluir para o mesmo ponto focal, que tem hoje a sua própria dinâmica que não obedece  par e passo à agenda da direita parlamentar, um prec que tem vida própria.




O FCPorto venceu esta noite a Naval no Estádio do Dragão por 3-0. Tirando portanto o melhor partido do inacreditável empate do Benfica ontem. Se o Porto vencer o jogo que tem a menos consegue encurtar para 4 os pontos que o separam do líder.

 

Ver golos Porto 3 - Naval 0 )


publicado por Carlos Santos às 02:19
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publicado por Carlos Santos às 00:29
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São já conhecidos os arranjos prévios do Sorteido para a fase de qualificação do Euro 2012.

O sorteio vai definir a composição dos nove grupos, seis dos quais com seis equipas e outros três com apenas cinco, num total de 51 selecções para a fase final da competição que vai decorrer na Polónia e na Ucrânia. Os jogos da fase de grupos vão decorrer entre Setembro de 2010 e Outubro de 2011.Um fase em que Portugal sabe já não ir contar com Deco. 

Qualificam-se para a fase final os nove vencedores de cada um dos grupos e o melhor segundo classificado (neste caso são apenas contabilizados os jogos com o primeiro, terceiro, quarto e quinto). Os restantes segundos classificados disputam um «Play-off» que vai apurar as últimas quatro selecções

Adversários Possíveis e Adversários Desejáveis )


publicado por Carlos Santos às 00:02
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Sábado, 6 de Fevereiro de 2010

O Benfica deslocou-se esta noite ao campo do Vitória de Setúbal para defrontar uma equipa transfigurada face à que perdeu por 8-0, na primeira volta no Estádio da Luz.. Surpreendemente, o Benfica deixou-se empatar a uma bola, após uma primeira parte irreconhecível, e com Cardoso a falhar penalty no último minuto. FCPorto e Braga com novo ânimo.

Ver golos Setúbal - Benfica )


publicado por Carlos Santos às 23:10
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Hoje, pelas 21h10, irá para o ar o programa Olhar o Mundo, em que participei com o Editor de Economia da RTP, e onde tive a honra de ser convidado da Márcia Rodrigues. A conversa foi muito interessante e versou sobre a Grécia, Portugal, Espanha e a recente subida do risco da dívida nos mercados internacionais, bem como sobre a forma como os 3 países estão a lidar com a situação. O Orçamento Geral de Estado não podia ficar fora da conversa. Agradeço o convite, e o prazer que foi conversar com os meus dois interlocutores.

O programa é repetido Domingo pelas 12h25 na RTP2.



publicado por Carlos Santos às 19:13
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É provável que a humilhação gritante em Copenhaga os tenha chateado sobremaneira.

É provável que a confusão de confusões na cúpula da União Europeia, fragmentada em várias caras (algumas delas pouco telegénicas e com nomes difíceis de decorar) e telemóveis de contacto para emergências, os chateie ainda mais.

É provável que as brincadeiras do comissário Joaquín Almunia lhes tenha arrepiado os cabelos - a Comissão Europeia aceitava com um "sim, mas" o plano tentativo dos aflitos gregos, e Almunia resolvia dissertar e provocar um crash financeiro na Europa (e por contágio na Ásia e em Wall Street).

Na mesma quinta-feira negra (4 de Fevereiro), no Eliseu, Sarkozy e Merkel deram as mãos numa Agenda 2020 - que para além de falar para dentro da UE (e entalar o Reino Unido e os príncipes da cúpula da UE), quer projectar uma cooperação estratégica à escala mundial.

Esta lua-de-mel, onde o papel de  Carla Bruni não foi revelado, é analisada aqui.




Na semana passada, a Alemanha e a França cumprimentaram as mãos em torno de uma Agenda 2020, que é mais do que uma mera formalidade de reuniões regulares dos dois vizinhos com um papel "motor" na Zona Euro e na UE. É uma nova cooperação estratégica a olhar para fora da caixa do continente, e não só para dentro, assunto a que voltarei em breve.

Porque razão Portugal & Espanha, dois vizinhos peninsulares, com duas línguas fundamentais no mundo e toda um projecção simbólica por explorar, não inventam, em comum, também, uma agenda 2020?

Naturalmente, não com as ambições do patamar em que o eixo franco-alemão se coloca, mas com alguma ambiçao, descolando dessa imagem letal de PIIGS de segunda.

Alguém que se queira chegar à frente e desenhe umas quantas ideias para uma tal Agenda?




Sendo este um blogue que estava geograficamente concentrado, reflectindo a macrocefalia do país, com excepção de yours truly, mas que apesar de tudo é um "vendido" aos interesses mais "mouríscos" do futebol da capital, o Cláudio Carvalho vem equilibrar e bem a balança em muitos aspectos. É um jovem, como a Cláudia Köver, o que só nos deve causar inveja, e a Cláudia tem mostrado o acerto que é a sua inclusão neste plantel, pela sua interminável capacidade de nos surpreender com a grande qualidade do que faz.

Mas além de ser do Norte e de  ser jovem, o Cláudio é um pensador político, que se tem destacado na web 2.0 pelo rigor de análise das suas preocupações sociais em matéria de política regional, política autárquica, política de juventude, associativismo estudantil universitário e questões de ciência e tecnologia. Especializado na Engenharia Alimentar, uma das vias do futuro se a inovação triunfar com uma acertada estratégia de crescimento a norte, o Cláudio, conhece e reflecte sobre os problemas da ciência, da tecnologia e do ambiente. Da inovação e do empreendedorismo.

Civicamente activo, assumiu recentemente a vice-presidência da sua associação de estudantes, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, onde se ocupa de matérias que reflectem as sua fortes preocupações sociais. Recusando a via mais simples das juventudes partidárias, optou por se enriquecer curricular e ideologicamente, preparando-se para uma intervenção cada vez mais activa. Homem de esquerda democrática, na sua matriz de pensamento, é um amigo e acima de tudo alguém que põe os valores ao serviço das soluções, abdicando de lutar por posições quando em causa está a solução que melhor serve a comunidade.

Acreditem, conheço-o o suficiente, para saber que já o fez mais que uma vez!

Bem vindo, e a casa é tua Cláudio!



publicado por Carlos Santos às 15:30
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Quando leio o texto do Luís Novaes Tito a despedir-se do blogue, sinto que também tenho que fazer o mesmo. Também me enfastiei com os lençóis de palavras que gastámos, todos, eu também,  no espaço interno do blogue. Também eu acho que é devida uma explicação aos que por aqui passam sobre o facto de ter havido uma alteração significativa na lista de autores do blogue (embora entenda que qualquer um de nós a pode dar). E não me refiro aos que entraram, a quem saúdo calorosamente. 

 

Sou, como todos vós, feito das múltiplas mortes e desistências que a vida, como uma armadilha, me montou. Ou até daquelas que, aprendiz de feiticeiro deste mistério de andar por cá aos trambolhões, já encenei para mim mesmo.

 

 

Ler até ao fim... )


publicado por Joaquim Paulo Nogueira às 15:15
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Coming soon! Not only the book...of course.



publicado por Cláudia Köver às 14:08
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Não fui ao de Delfos - mesmo no dorso de um golfinho a partir ali do Cais das Colunas no Tejo levaria tempo a lá chegar. Quando lá chegasse já os gregos estavam a fazer segundo ou terceiro exame em Bruxelas e o nosso ministro Teixeira dos Santos a falar para a Al Jazira ou para a CCTV com dobragem. Não sou Apolo.

Fui ao oráculo do Lugar da Estrada.

"- Quê? Lugar da Estrada? ! Estás-me a despromover, ou quê?

- Sim, coloca no mapa, respondi ao avatar do oráculo.

Este zangou-se comigo e disparou: "Olha que vamos ter aí na tua choldra uma disruption!".

- Dis... quê?

- Aprende inglês técnico, estúpido!

- Há, ok. Mas os spins da situação não cuidam disso? Eles sabem como lidar com isso.

- Olha, estúpido, sabes o que é um tipping point?

- Ti.. quê?

- Aprende inglês técnico, estúpido. Não vês os sinais? "

Fiz log out no meu espaço Third Life de futurologia.

Entrei para o email e dou com três estranhas correspondências.

O primeiro email dizia: "A barriga de aluguer pode parir dois e não só um. Dava muito jeito para um centrão de salvação nacional, não achas?".

O segundo estava mais zangado: "Anda tudo num alvoroço aqui pela secção, a começar a discutir a sucessão. Com quem achas que devo fazer agulha?".

O terceiro era ainda mais enigmático: "O cara-de-pau disse-me que o Teixeira fica. Em quaisquer condições permanece. É o único antídoto competente contra o mercado dessa coisa dos swaps".

Safa, alguém me expilica o que é que se passa? Isto são transcrições de escutas, ou quê?

Deixem-me sossegado aqui no Lugar da Estrada.




cabo-tormentas-ar

 

Vivemos tempos difíceis. A economia, as finanças, o Estado de direito, a esquerda e a cidadania são colocados, permanentemente, à prova. Como afirmou Alegre é sempre mais fácil desistir e baixar os braços e acredito piamente, que apesar das vozes dissonantes que agora soam ensurdecedoras, sairemos fortalecidos desta maré de adversidades. Para lá das Tormentas está a Esperança e antes do colapso das nossas finanças só temos que nos preocupar com o colapso da nossa moralidade, da nossa cidadania, da nossa Pátria.

 

A par disto, um olá, cheguei sobretudo para aprender e para defender o futuro que é dos jovens.



publicado por Cláudio Carvalho às 04:36
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