O ressentimento eleitoral de que, de forma brilhante, nos fala aqui o Tomás Vasques, a propósito do artigo de Vasco Graça Moura (mais um!), choca quando contrastado com a atitude ética que vem do mundo de que menos se esperava: o do futebol! Thierry Henry disse hoje que: "É natural que me sinta envergonhado pela forma como ganhámos e tenho muita pena dos irlandeses, que mereciam mesmo estar na África do Sul. É claro que a solução mais justa era repetir o jogo, mas isso não está sob o meu controlo." Em claro contraste, com a atitude que a respeito do mesmo assunto teve Nicholas Sarkozy.
Uma nobreza de carácter que caracteriza os verdadeiros Homens do seu tempo. Evitando a tristeza de ver que há os que nem reconhecem aos eleitos a capacidade política de decidir postos de...confiança política! E os que preferem ganhar de qualquer forma!
Aguardo serenamente o desfecho das negociações entre o ministério da Educação e os sindicatos. Como radical compagnon de route, espero para usar o meu argumentário. Mas o facto dos professores que se recusaram a apresentar os seus objectivos serem avaliados tal como os que os entregaram dentro do prazo, não me parece um bom princípio. Mais uma vez o sinal é que não vale a pena cumprir.
(Também aqui)
Uma certa direita está muito traumatizada. Motivo: os portugueses votam maioritariamente nos socialistas. «Há 14 anos que estão no poder» – dizem desesperados. Um homem de letras com pergaminhos firmados, Vasco Graça Moura, não é de meias tintas e diz, como quem escreve um poema: só os atrasados mentais votam nos socialistas e, de seguida, manda o pessoal assoar-se ao guardanapo. Dizem as línguas viperinas que tais desmandos se devem apenas a dores de cotovelo: Vasco Graça Moura ambicionava ocupar o cargo da senhora Canavilhas. Eu não acredito numa dor de cotovelo assim tão forte. Ele não é desses vaidosos e ambiciosos que por aí pululam. Aliás, estou convencido que Vasco Graça Moura foi para deputado europeu com o mesmo espírito de abnegação de qualquer soldado mobilizado para o Afeganistão. Uns trocos no vencimento não fazem a diferença. Agora (qualquer tema serve), apareceram por aí outras vozes – da direita, naturalmente – empolgadas contra a nomeação dos governadores civis. «O povo não o elege? Obviamente, nomeie-se» – dizem. E talvez com razão. Eles lembram-se daquele tempo de felicidade absoluta, em que Portugal era um paraíso, quando Cavaco Silva e Durão Barroso, enquanto primeiros-ministros, convocaram eleições para eleger os governadores civis. Foi, então, uma grande festa da democracia. Apesar disso, ainda há línguas maldosas que dizem que os governadores civis nessa altura foram escolhidos por Dias Loureiro, o antigo Conselheiro de Estado. Calúnias, suponho. E como estes dois exemplos, há milhares deles a «justificarem» o traumatismo craniano da direita portuguesa.
Paulo Pinto Mascarenhas r ecomenda hoje no jornal "i", e muito bem, a obra "Historia de Portugal" do historiador Rui Ramos.A partir deste excelente ponto de partida o PPM tenta transformar a "sua" história para adultos num conto para criancinhas. Como? Manipulando de forma infantil os dados (convinha, por exemplo, separar o crescimento económico de 61-74 do restante por uma questão de honestidade para com o anterior regime que nesta fase nem se portou nada mal em termos macroeconómicos apesar da guerra do Ultramar), truncando informação ao esquecer o paternidade do monstro da função pública (de acordo com o Dr. Miguel Cadilhe), ao esquecer pequenos apontamentos da história recente que poderiam ir desde Camarate ou o Bolama (também em livro) ao BPN e a aquisição do BPA (a par de privatizações moldadas e encomendadas, com decisões ministeriais muito polémicas que pouparam a alguns muitos milhões em ofertas públicas para depois até fazerem boas mais valias com negócios "espanhóis"), desde a presidência da Lusoponte a muitas nomeações e perdões fiscais durante os mandatos de Cavaco Silva como Primeiro Ministro.Isto já para não falar na acções de hiper valorização com compra e venda decidida fora do mercado por uma personalidade "integra e inatacável" como um ex-tesoureiro do PSD e ex-secretario de estado dos assuntos fiscais dum governo PSD , Oliveira e Costa.
Os factos podem ser pornográficos, dignos de um filme para adultos, mas PPM adocica tanto a coisa que parece um filme ternurento para crianças. Não é. Não foi.
Onde PPM pega no boi pelos cornos é na amizade entre José Sócrates e Armando Vara e a partir dai estabelece uma sugestão de "parceria". Se é assim tão relevante, siga para Bingo com a festa, mas por uma questão de justa comparação, porque é de uma comparação (subliminar ou nem tanto) entre governos socialistas e sociais democratas que PPM está a falar ele poder-se-ia debruçar então na origem da amizade entre Cavaco Silva e Oliveira e Costa, depois pegar nesta amizade e decalcar noutras que se encontram muito facilmente numa rede empresarial e de cargos de nomeação politica durante o chamado "cavaquismo", se tiver tempo pode até cruzar alguns nomes com algumas listas de perdões fiscais....assim poderá encontrar muitas "parcerias" e fazer então a comparação de forma imparcial em vez de tentar meter golos com a mão!
As «escutas» já chegaram ao Luís Figo em manchete no Correio da Manhã. O ambiente está propício às mais desbragadas aventuras noticiosas, ao boato sob a forma de «notícia». A bagunça vai tão alta que Vasco Pulido Valente, no Público de hoje, já escreve que «não é legítimo, nem recomendável arriscar nessa querela (tentar remover Sócrates de cena) a própria integridade do regime.» Acompanha-o José Pacheco Pereira, ontem na Sábado: «ou se penaliza os jornalistas e o jornal por essa violação (do segredo de justiça) ou qualquer protesto é vão.» Em Portugal, uma parte da oposição ao Governo, ao PS e a José Sócrates abandonou definitivamente o território da política, onde se sente pouco à vontade porque deixaram de pensar. Age como o Hammas: atiram bombas para cima da população indefesa. Mas com uma diferença significativa: aqui, atiram as bombas de longe cientes da impunidade que a lei e a Justiça lhes oferece; lá, na Palestina, quem transporta a bomba também morre.
A própria definição de recessão mplica o crescimento negativo, em trimestres consecutivos, do rendimento interno. A generalidade dos impostos pode ser vista como uma função, directa ou indirecta, desse rendimento. Inerentemente, a queda do rendimento provoca a queda da receita fiscal. Quer Manuela Arcanjo o entenda ou não. Em simultâneo, o aumento do desemprego em recessão gera, por efeitos mecânicos da protecção social que temos (e bem!) na Europa, um aumento das despesas do Estado. Estes dois efeitos têm uma consequência clara: o aumento do défice orçamental. A isto se chamam estabilizadores automáticos. Não têm nada de keynesiano ou heterodoxo. São um mecanismo de natureza contra-cíclica em que o défice orçamental se agrava mecânicamente em consequência da fase do ciclo. Prenter o contrário, é falta de seriedade na discussão económica.
A questão começa a ser keynesiana, quando se pergunta qual seria o crescimento do défice para além deste ajustamento orçamental. E aí entramos em despesas sociais e de investimento público dependentes da vontade política. E nessas parcelas, vale a pena ler o que dizem as vozes mais autorizadas: a política fiscal expansionista foi crucial na Grande Depressão, lia-se num estudo conduzido por alguns dos mais proeminentes especialistas, revelado em 18 de Novembro. Aonde a política orçamental expansionista foi tentada, produziu resultados.
É evidente que a dívida pública é inter-geracional e terá de ser paga. O que não é evidente é como se fazem certos cálculos, que não entram em conta com o efeito contra-factual do que seria o défice se os estímulos de retoma da economia não estivessem a surtir efeitos. Recordo que a OCDE mencionou o consumo privado como um dos pilares da recuperação portuguesa. E que esse consumo só se está a dinamizar por causa da tal almofada social. Não fosse isso, e o cenário seria muito pior. Como é evidente que as propostas demagógicas da nova associação BE e PCP, em matéria fiscal, teriam custos ainda maiores.
Il faut toujours laisser la porte du plateau ouverte, parce qu'on ne sait jamais ce qui peut y entrer.
Quais lutas de classe, qual quê. Lá, na Buenos Aires, luta-se só por Aires Buenos e pelo lugar ao Sol que, quando nasce das trevas, é para todos os barões e baronesas.
Já em tempo de despachar, porque os orçamentos da produção estão a esgotar-se e a actriz principal sabe que a sua retirada de cena está eminente, prepara-se a grand finale com a adaptação da cena da morte do aviador à do banqueiro. Acertados os pormenores antes do esvair do prazo, as personagens colocam-se estrategicamente em cena lançando gessos com odor para que os cães pisteiros se desviem das peças de caça com valor. Todos em palco engendram silenciosamente o esquema que há-de levar a arma à cara do serviçal para que inocentemente despache o actor que prepara a traição ao amo. No château de Cheveny, tenta-se substituir o pau de Loureiro pela Vara dos churrascos na esperança de que o banquete termine sem que o manjar revele a especiaria com que foi temperado.
Em la Colinière, la Sologne, já resta pouco para fazer. Tudo a postos para que o nono post desta série termine com ela. A criadagem regressa ao down stairs convencida de ter cumprido a sua missão.
As escutas do processo Face Oculta não gravaram a conversa entre Armando Vara nem terão registado o que Godinho e vários dos arguidos no processo conversaram durante os muitos almoços vigiados pela Polícia Judiciária...tanta parra para tão pouca uva, para já!
O Sol vai divulgando umas supostas pistas, depois o Público desmente, depois mais alguém vai colocar uma possível transcrição de uma hipotética conversa que configura mais um hediondo crime que depois alguém desmente, a este ritmo em poucas semanas passamos da sucata para o terrorismo internacional...com Luis Figo à mistura! Esqueçam, fiz confusão entre o Face Oculta e o traficante de armas libanês que ninguém escutou no caso BPN e que autorizou a alteração do spread do financiamento dos submarinos da Armada, depois da assinatura do contrato, de 1.9 para 2.5....chiça, fiz confusão outra vez!!!
Prestes a comemorar 100 anos a República já demonstrou uma coisa muito importante, é resistente, muito resistente a tanto caso, a tanto tiro no pé,a tanta facada e traição, a tanta fraude e manipulação.De tanto que já sofreu a centenária senhora merecia mais respeito e melhor sorte...."penso eu de que"!
Infelizmente, a nossa Ana Gomes surpreendeu com um comentário pouco interessante- "É uma trabalhista, fez um bom trabalho como comissária do Comércio e é uma mulher".
"E é uma mulher???!!!" .... a discriminação positiva já cansa.
As cadeiras para a próxima Cimeira de Copenhaga.
Barroso...as you see!
Herman Van Rompuy, Primeiro Ministro Belga, assume o cargo de Presidente do Conselho, ironicamente, por ser consensual - quando todos nós conhecemos a falta de consenso geral que existe no seu país.
Catherine Ashton, Comissária Europeia do Comércio, assume a mega pasta. A Alta Representante da União para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança poderá finalmente unir o Reino Unido ao resto do continente.
No entanto, e numa grande indefinição na sobreposição de cargos, Barroso foi o grande vencedor da noite. Se procuravamos caras para U.E., por enquanto, parece não ter concorrência. Dai o sorriso....
“Brutal”, diz Arcanjo.
O Arcanjo em questão não é celestial, nem deputado – pelo que o leitor interrogar-se-á a que propósito, então, ir buscar este anjo principal para falar, lateralmente (confesso desde já), da questão do dia do “orçamento redistributivo” (deve ser mais um neologismo).
Revelo a razão: o Arcanjo em questão comenta na RTPN e dá por nome de Manuela, que foi secretária de Estado do Orçamento pelo que tecnicamente é pessoa da área.
Uma frase ficou-me na memória deste momento de comentário mais nocturno: “Vai ser brutal” (referia-se ao emagrecimento compulsivo do défice orçamental depois de 2010, se este ainda for um ano de folga), a que acrescentou: “Não sei se quererei estar por cá” (cito de memória).
De facto, a questão orçamental não é a quadratura do círculo, mas é um quebra-cabeças para todos nós que vamos provavelmente estar por cá – governos e contribuintes.
O contexto da questão orçamental é aterrador, se nos metermos na pele de um secretário de Estado às voltas no computador com contas de agregados macroeconómicos e com alguma capability de engenharia (des)orçamental.
A notícia tornada pública confirma os piores prognósticos. Não que Tony Blair fosse solução, numa espécia de legitimação ex-post da guerra do Iraque, como quem quer ganhar na secretaria o que perdeu no debate público. Antes porque é notória a vitória da Europa das velhas potências. Uma disputa pelo cargo de Presidente permanente do Conselho Europeu, em que vence alguém que era um desconhecido há 3 semanas e que, ademais, vem de um país sem particular peso, confirma a estratégia da UE na recondução de Barroso: o enfraquecimento das instâncias comunitárias, colocando figuras apagadas e sem especial notoriedade ou carisma nas posições de liderança. O exemplo de mobilização dos EUA no combate às crises deste tempo, com a escolha de um líder que mobilizou multidões, é negligenciado. Quando será Van Rompuy capaz de concentrar em Praga a multidão que Obama concentrou?
Catherine Ashton é das formas mais estranhas de se satisfazer uma quota. Primeiro porque o envolvimento do Reino Unido nos avanços da UE nos últimos 20 anos é nulo. Segundo, porque consagra um dos sistemas políticos mais questionáveis no mundo democrático: é uma baronesa (por decreto!), que foi nomeada para ocupar um lugar na Câmara dos Lordes, que veio a liderar.
Era Comissária do Comércio. O que me levanta a dúvida, se os que se indignaram com a suposta impreparação de Augusto Santos Silva, para o cargo de Ministro da Defesa, mostraram estranheza por alguém estranho à diplomacia vir a representar a política externa da UE...
[Adenda: As vitórias de secrataria estão mesmo em baixa...]
Há dias em que só mesmo uma surpresa destas para recuperar os ânimos. Chega a uma pessoa a casa, lê um jornal online e depara-se com o título "Entrevista à Playboy incomoda accionistas do BCP". Talvez influenciado por casos recentes, alegadamente, envolvendo a surreal combinação de administradores bancários com negócios de sucata, e ainda não refeito do esquecimento súbito em que caiu outro banco, com outros alegados negócios que se descobriram num armário da casa de banho, imaginei o pior. Uma história escabrosa, com escândalos sexuais, ou as confissões da amante de um qualquer responsável de topo. No limite, vá lá: uma história que envolvendo sexo, dinheiro e poder, roçando uma má série americana, se constituisse como um novo Ballet Rose.
Confesso, cedi à tentação de voyeur tão portuguesa, e fui, preparado para o pior: ler as confissões de alcova da nossa banca. Afinal, se até os mais improváveis amantes se juntam, gerando cenas de ciúmes dos anteriores parceiros, verdadeiras virgens ofendidas, e se alguns pretendem canonizar no altar da liderança da oposição, a senhora que conspiram para substituir, não seria possível e, confesso, divertido, saber as desventuras amorosas de algum Casanova da banca?
Mas não. Não se tratava de uma história pornográfica, no sentido usual do termo. Escandolosa, sim, mas não sexual. A Playboy portuguesa tinha uma entrevista com Joe Berardo, a revelar, no seu linguajar imbatível, histórias antigas de facadas nas costas, envolvendo figuras de administrações depostas.
Colocam na capa a Cristina Areia, e dão ao leitor imagens do Joe Berardo. Pode-se sobreviver a este trauma?
"A dificuldade do exercício é que, além da partilha dos postos entre a esquerda e a direita, os escolhidos terão de garantir um equilíbrio em termos geográficos, entre grandes e pequenos estados e, devido à vaga de fundo feminista dos últimos dias, entre homens e mulheres.
Reinfeldt está, aliás, sob um fogo de críticas pela falta de firmeza com que tem conduzido a questão: o método de consulta aberta a cada um dos seus homólogos através de "uma, duas, três" rondas de telefonemas, não só não reduziu a lista de candidatos, como a inchou."
"No início do mês, o cenário mais consensual assentava na escolha de Herman Van Rompuy, primeiro-ministro belga, para presidente, e de David Miliband, chefe da diplomacia britânica, para alto representante. O Reino Unido torpedeou desde então este cenário, vetando implicitamente Miliband e insistindo no ex-primeiro-ministro Tony Blair para presidente.
Van Rompuy continua a ser o favorito - incluindo em Portugal, França e Alemanha - mas os seus homólogos do Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, e da Holanda, Jan Peter Balkenende, ainda estão na corrida. A Letónia avançou a candidatura da sua ex-Presidente, Vaira Vike Freiberga, que, segundo um embaixador europeu, tem feito uma pressão gigantesca sobre os restantes governos, enquanto a Estónia propôs o seu Presidente, Toomas Hendrik Ilves.
Os concorrentes para alto representante são menos claros. Com a retirada de Miliband, cresceram as possibilidades de Massimo D"Alema, ex-líder do partido comunista italiano que já foi primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros.
A Espanha empurrou terça-feira a candidatura do seu chefe da diplomacia, Miguel Ángel Moratinos, que não parece ter grandes hipóteses pelo facto de o presidente da Comissão Europeia - Durão Barroso - ser português.
O debate complica-se um pouco mais pelo facto de, em paralelo com este processo, decorrer uma corrida sem quartel dos Vinte e Sete, sobretudo dos estados mais populosos, aos pelouros de maior peso económico da futura Comissão Europeia - que Durão Barroso terá de distribuir até ao fim do mês - e que poderão ser exigidos para compensar alguns dos preteridos de hoje. " Público
É mesmo esta a Europa que ambiciona ser um "farol" de desenvolvimento e modernidade para todo o Mundo, que se pretende tornar num pilar da economia global e um player imprescindível da politica mundial no Sec XXI?Pois...mais "noitada" menos "noitada" a Europa continuará a ser um pateta útil a interesses alheios ou um parceiro simpático no jogo de poker das Nações.A China, o Brasil, a Índia e a Rússia agradecem, os EUA aproveitam.
É fácil perceber que alguns cargos de destaque na actual (e futura) UE servem apenas para a fogueira das vaidades de algumas personalidades e respectivos interesses corporativos "apoiantes" ou "financiadores".Figuras como Durão Barroso na cadeira de Presidente da Comissão Executiva da UE ou por exemplo Van Rompuy caso seja eleito para Presidente permanente do Conselho Europeu, são (e continuarão a ser) figurantes muito úteis a quem se dedica ao que realmente interessa, as pastas que valem mais que qualquer presidência, Empresas e Industria, Justiça e Segurança, Agricultura, Transportes, Energia, Assuntos Económicos e Monetários, é assim a politica na UE tão diferente da politica como a entendemos ou maldizemos em Portugal?
Primeiro foi a família. Agora, são os amigos. Falta, evidentemente, o cão. Parece óbvio que vai ser o bicho a protagonizar o próximo escândalo. Se Sócrates tem um cão, sugiro que o submeta a vigilância apertada. Parece óbvio que vai ser o bicho a protagonizar o próximo escândalo. Ninguém sabe se fez um desfalque nas latas de ração, se alçou a pata para uma árvore protegida, se foi visto a cheirar o rabo do cão do Presidente. Mas alguma coisa terá feito. E a justiça há-de deixar no ar a ideia de que se trata de qualquer coisa grave, ideia à qual a comunicação social dará o eco devido. E, no final, o caso terá um desfecho terrivelmente inconclusivo.
Ricardo Araújo Pereira, na Visão de hoje
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