Não é pior lembrar, nos 20 anos da queda do muro, que ainda hoje há em Portugal quem ache que o poder económico deve silenciar correntes políticas. Militantes de partidos de direita mal definida, que em tempos quiseram incitar a SONAE a expurgar comentadores de esquerda do Público, e que hoje mostram toda a sua "social democracia" ao desejarem ardentemente o fecho do jornal. Parece que já não o compravam, por causa dos tais colunistas de esquerda (suponho que tinham acesso em separado às páginas do Pacheco Pereira e da Helena Matos). Mas depois da saída de José Manuel Fernandes da direcção (sim, esse que fez o frete), nem abriam o jornal emprestado por um amigo.
Se tivermos em conta que estes comentários são produzidos por um militante do PSD, activo na campanha e nos Fóruns Portugal de Verdade, que tão bom resultado deram!, só se pode concluir que o que se pensava noutros quadrantes políticos era verdade. José Manuel Fernandes era mesmo a bateria da electricidade laranja no Público. E agora,, os que o juravam imparcial choram.
As censuras, de direita ou de esquerda, deviam todas envergonhar-se de subsistirem, vinte anos passados sobre a queda do muro. 9/11 foi a derrota da opressão e da tirania. Pretender que foi só a derrota da opressão de esquerda, é não saber ler a História. E promover figuras como Reagan ou Thatcher à conta destes eventos é puro oportunismo político.
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