Terça-feira, 24 de Novembro de 2009

«Sofremos de um mal incurável

que se chama esperança»

Mahmoud Darwish, poeta palestiniano

 

 

«Esperança» é uma palavra gasta no Médio Oriente. Mas, nos últimos dias, surge em quase todas as manchetes da imprensa árabe e israelita. São cada vez mais insistentes as notícias dando conta de um acordo iminente entre Israel e o Hamas para a libertação do soldado Gilad Shalit, raptado na fronteira da Faixa de Gaza há 1258 dias.

 

Os avanços nas negociações, que decorrem há mais de dois anos e prosseguem hoje no Egipto, só terão sido possíveis com a nova (e discreta) mediação da Alemanha, tornada pública em Setembro.
Em troca do militar israelita, o Hamas pede a liberdade de centenas de prisioneiros. Começaram por apresentar uma lista com 1400 nomes, que depois aceitaram reduzir para 1000. Hoje estarão dispostos a aceitar o perdão de pena para 450 condenados para, numa segunda fase, negociar a libertação dos restantes 550.  No primeiro grupo estará o nome de Marwan Barghouti, que muitos consideram o «Mandela Palestiniano» - e , como tantas vezes ouvi gritar nas ruas de Ramallah, o único líder capaz de unir todos os movimentos palestinianos.
No que foi considerado um factor determinante para o renascer das negociações, o Hamas aceitou também que a maioria dos militantes libertados passe a viver no exílio (possivelmente na Europa). Este dado poderá também ser fundamental para que o Knesset venha a aprovar o acordo aceite pelo seu primeiro-ministro.
Mas, como é claro nos comentários que se multiplicam nos sites da imprensa hebraica, por mais que a sociedade israelita se emocione com o caso de Shalit e anseie pelo seu regresso a casa, ainda está paralisada pela pergunta que, desde o início, emperra as negociações: será o preço a pagar pela sua libertação aceitável?
Muitos esperariam uma solução destemida, uma outra Operação Entebbe. Sem cedências. Mas talvez vá sendo tempo de reabilitar outros caminhos, outras palavras. Para, de uma vez por todas, se poder reescrever a história.


publicado por Patrícia Fonseca às 01:48
link do post | entrar no jogo

.contactos

correio | twitter | facebook

.mais sobre nós
Regra Jogo ementa especial
.pesquisar neste blog
 
.posts recentes

. PIGS respiraram hoje de a...

. Vídeo Golos: Sporting 1 -...

. Escutas, Falantes & Fixaç...

. Jornalistas e fontes de i...

. Paisagem sem Título, Port...

. Uma e outra coisa

. Culpadas, diz ele!

. Ética?

. O "talvez" de Vitorino di...

. O problema político não d...

. Dois recados da cimeira d...

. Todos pela liberdade !

. Risco de dívida voltou a ...

. Selecção Musical (2): Ne ...

. Palavras sábias, e ironia...

. Petições, Oposição e Situ...

. Video Golos: Belenenses 1...

. Um homem com ambições pol...

. Rir é o melhor remédio

. Miguel Portas dixit

. Notícias que ouvi por ai:...

. Pão e circo

. Dos bloqueios espanhóis à...

. Petição "Todos pela Liber...

. Ano Europeu de Combate à ...

. "Mas o gajo é um dos noss...

. A Europa, esperança para ...

. Nestes dias de desassosse...

. Comunicação Social: Priva...

. O remate final de Marcelo

. Haiti: um olhar português

. Sublinhados de leitura - ...

. Europa do Sul - um rosto ...

. Reacções ao Resultado do ...

. Video Golos: Inter 3- Cag...

.últimos comentários
O ar de crispação do personagem enquanto prestava ...
Fora do estrito campo da análise económica não val...
Vê se logo que o "Srº vmb" é do sporting ... Isso ...
"No meu tempo" chamava-se a isto "jogos a brincar"...
#O apelo aqui feito mete todos no mesmo saco#já co...
Rectificação: um texto em que procuro. Não, procur...
Caro Porfítio, eu lamento que, de facto, um texto ...
Jorge,As mensagens a destinatários "à molhada" é c...
Trata-se de um imposto sobre V. mesmo, está visto.
Venha daí um golpito de estado, Manolo!
.arquivos

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

.mais comentados
.tags

. todas as tags

.links
.subscrever feeds
.monitorizações
em linha



sitemeter/consulta

Twingly

twingly/ping
blogs SAPO